Após ser devolvido por família por ser surdo, cão é adotado por estudante também surdo em Florianópolis
O estudante João Ferreira e o cãozinho Jögan, em Florianópolis: unidos pelo amor e pela surdez
Uma história de adoção animal chamou a atenção na Diretoria de Bem-Estar Animal (Dibea) de Florianópolis. Um cãozinho de 11 meses que foi devolvido por uma família após descobrirem que ele era surdo acabou encontrando um novo lar. Isso graças a um estudante que tem a mesma característica física que o animal.
Doutorando em estudos da tradução na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), João Gabriel Duarte Ferreira mora com três pessoas, sendo dois surdos, e o terceiro, filho de pais surdos. O grupo já tinha uma cadela, mas o estudante queria um cachorro com surdez, assim como eles.
Então, um dos amigos que mora na mesma residência viu o cachorro numa rede social do Dibea e falou para João. Jögan tinha sido adotado com 45 dias e devolvido havia pouco mais de um mês. O estudante entrou em contato com a diretoria e se propôs a adotar o cachorro. O processo de avaliação durou três dias e o cachorrinho está com a nova família desde quinta-feira (9 de janeiro de 2020).
Jögan e Gabi se deram bem desde o começo, afirma o tutor dos dois
"Estamos felizes com ele. E temos muita empatia nele, por causa da identidade surda. Ele está feliz, porque temos nossas estratégias de adaptação para casa. Para nós, surdos, com os nossos costumes. Como apagar e ligar luz toda vez pra chamar o Jögan como fazemos conosco", contou João.
O novo tutor dele disse que o animal se deu bem com a outra cadela, Gabi, e que ele é dócil, manso, bem comportado e aprende rápido. "Já sabe sabe alguns sinais de Libras [Língua Brasileira de Sinais] e desde quinta aprendeu os sinais de passear, pedir pra sair, esperar", relatou o estudante.
Além de um novo lar, o cãozinho recebeu ainda um novo nome. Até então ele se chamava Pirata. "Alguns dias antes de souber da adoção, eu estava lendo sobre Jögan, um tipo de olho. É de anime japonês. Aí apareceu o cachorro com esse olho igualzinho", explicou João.
O cãozinho Jögan num churrasco com a nova família, em Florianópolis.
Dibea
Segundo o Dibea, dos 150 animais recolhidos, 90% são adultos e 40% em situação especial, ou seja, são animais idosos ou com alguma deficiência. Há cegos e vários sem perna, e geralmente as pessoas evitam cães e gatos com essas características, disse a Diretoria.
Após ser devolvido por família por ser surdo, cão é adotado por estudante também surdo em Florianópolis
O estudante João Ferreira e o cãozinho Jögan, em Florianópolis: unidos pelo amor e pela surdez
Uma história de adoção animal chamou a atenção na Diretoria de Bem-Estar Animal (Dibea) de Florianópolis. Um cãozinho de 11 meses que foi devolvido por uma família após descobrirem que ele era surdo acabou encontrando um novo lar. Isso graças a um estudante que tem a mesma característica física que o animal.
Doutorando em estudos da tradução na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), João Gabriel Duarte Ferreira mora com três pessoas, sendo dois surdos, e o terceiro, filho de pais surdos. O grupo já tinha uma cadela, mas o estudante queria um cachorro com surdez, assim como eles.
Então, um dos amigos que mora na mesma residência viu o cachorro numa rede social do Dibea e falou para João. Jögan tinha sido adotado com 45 dias e devolvido havia pouco mais de um mês. O estudante entrou em contato com a diretoria e se propôs a adotar o cachorro. O processo de avaliação durou três dias e o cachorrinho está com a nova família desde quinta-feira (9 de janeiro de 2020).
Jögan e Gabi se deram bem desde o começo, afirma o tutor dos dois
"Estamos felizes com ele. E temos muita empatia nele, por causa da identidade surda. Ele está feliz, porque temos nossas estratégias de adaptação para casa. Para nós, surdos, com os nossos costumes. Como apagar e ligar luz toda vez pra chamar o Jögan como fazemos conosco", contou João.
O novo tutor dele disse que o animal se deu bem com a outra cadela, Gabi, e que ele é dócil, manso, bem comportado e aprende rápido. "Já sabe sabe alguns sinais de Libras [Língua Brasileira de Sinais] e desde quinta aprendeu os sinais de passear, pedir pra sair, esperar", relatou o estudante.
Além de um novo lar, o cãozinho recebeu ainda um novo nome. Até então ele se chamava Pirata. "Alguns dias antes de souber da adoção, eu estava lendo sobre Jögan, um tipo de olho. É de anime japonês. Aí apareceu o cachorro com esse olho igualzinho", explicou João.
O cãozinho Jögan num churrasco com a nova família, em Florianópolis.
Dibea
Segundo o Dibea, dos 150 animais recolhidos, 90% são adultos e 40% em situação especial, ou seja, são animais idosos ou com alguma deficiência. Há cegos e vários sem perna, e geralmente as pessoas evitam cães e gatos com essas características, disse a Diretoria.



Nenhum comentário:
Postar um comentário